Você abre uma rede social e vê dezenas de pessoas defendendo a mesma ideia. A conclusão parece óbvia: se tanta gente pensa assim, deve haver algo ali. Esse atalho mental se chama prova social, e é exatamente ele que o astroturfing explora.
O nome vem de uma marca de grama sintética. A ideia é simular um movimento de base, que nasce do chão, quando na verdade ele foi plantado. Contas criadas em lote, roteiros de postagem, horários sincronizados e hashtags combinadas fazem uma opinião minoritária parecer majoritária.
O objetivo não é convencer você. É fazer você achar que todo mundo já foi convencido.
Os sinais são mensuráveis. Contas novas com poucos seguidores, frases idênticas com pequenas variações, picos de atividade em janelas curtas e ausência de conversa real entre os perfis. Plataformas e pesquisadores usam esses padrões para derrubar redes coordenadas.
Na próxima vez que um assunto explodir do nada, vale olhar menos para o volume e mais para quem está falando. Volume é fácil de comprar. Diversidade real de vozes é cara de fingir.
Ficha do dossiê nº 007
Técnica Astroturfing
Quem aplica Campanhas e agências de reputação
Alvo Eleitores indecisos
Fontes consultadas 14


